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Elas
vão e voltam dantes dos tempos conhecidos, ou suspeitados. Nadadeiras
curtas, de movimentos limitados, cabecinha curta, de papagaio, carapaça
para se proteger, lentas, feias. Vão e voltam, nadam. Vão
pro outro lado do mundo, cruzam os meridianos, e voltam. Àquela
velha, ali, sua avó lhe falou de Cabral, de Colombo, de holandeses
e piratas, e que viu passar a Nau da China, mas ela, ah!, ela poderia
te contar como era esta enseada, isso por esta banda, à que viu
chegarem escravos, que da outra os viu sair. Aquela outra, novinha,
com esse olhar tranqüilo, de quem não quer nada, só
nadar, isento de pressa, que a pressa mata, cruzará este mar,
uma e outra vez, fazendo hora, até chegar teu tetraneto, e te
reconhecerá, inexpressiva.
Às vezes falta uma sinaleira, as tartarugas querendo cruzar os
meridianos, as baleias os paralelos, mas isso dura pouco porque seus
tempos são diferentes: aquelas de Outubro a Março, e estas
de Julho a Novembro, as famílias descendo com suas crias, pulando
e cantando, de férias ao Sul, toneladas de emoção.
Maiores informações:
www.projetotamar.org.br
www.cria-ativa.com.br/jubarte
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